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NAB
Março 2025
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O crescimento do mercado brasileiro de saúde suplementar está sendo impulsionado, em números absolutos, pelo desempenho do Estado de São Paulo. De acordo com a Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB) 103, produzida pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), o Estado registrou, em janeiro de 2025, 18,3 milhões de beneficiários em planos médico-hospitalares, correspondendo a 35,8% do total nacional.

 

Acesse a íntegra em https://www.iess.org.br/biblioteca/periodico/nab/103a-nab

 

A marca de 18,3 milhões de beneficiários corresponde a um crescimento de 1,8% ante janeiro de 2024 e corresponde ao saldo de 317,3 mil novos beneficiários. No País, janeiro registrou 52,2 milhões de beneficiários, alta de 2% ante o mesmo mês do ano passado, equivalendo a um saldo de 1 milhão de novos beneficiários no período. Ou seja, isoladamente, São Paulo respondeu por 31,7% dos novos usuários de planos de saúde do Brasil. O Estado detém uma taxa de cobertura (percentual do total da população que conta com o benefício do plano de saúde,) de 39,8%, enquanto a média nacional é de 24,6%.

 

Na visão do IESS, o crescimento paulista reflete a recuperação econômica e a valorização da assistência à saúde pelos trabalhadores. “A saúde suplementar no Brasil segue em expansão, mas é notável como São Paulo se destaca. A taxa de cobertura do estado supera a média nacional em mais de 15 pontos percentuais”, afirma José Cechin, superintendente executivo do IESS.

 

Crescimento impulsionado pelos planos coletivos empresariais

 

O aumento do número de beneficiários no estado foi impulsionado pelos planos coletivos empresariais, que cresceram 3,3% em 12 meses, somando 440,7 mil novos vínculos. Em contrapartida, os planos individuais ou familiares registraram queda de 1,3%, e os planos coletivos por adesão recuaram 5,8%.


A correlação entre o crescimento do emprego formal e a expansão dos planos coletivos empresariais é evidente. Dados do Novo Caged (Ministério do Trabalho e Emprego) apontam que São Paulo criou 457,3 mil postos de trabalho formais entre janeiro de 2024 e janeiro de 2025. “O desempenho positivo do mercado de trabalho tem impacto direto no aumento dos beneficiários de planos de saúde. O crescimento do emprego formal reforça a tendência de ampliação dos planos coletivos empresariais, que são oferecidos como benefício aos trabalhadores”, explica Cechin.

 

Destaque nacional e comparações regionais
 

O crescimento de São Paulo contrasta com o desempenho de outros estados. Enquanto o estado teve 317,4 mil novos beneficiários, o Rio de Janeiro perdeu 87,3 mil vínculos no mesmo período. No Norte e Nordeste, as taxas de cobertura permanecem abaixo da média nacional, com 11,2% e 12,9%, respectivamente. “A disparidade regional na cobertura de planos de saúde ainda é um desafio. Enquanto São Paulo se aproxima dos 40% de cobertura, outras regiões do país possuem taxas mais baixas, o que reforça a importância do debate sobre acesso à saúde suplementar e políticas de incentivo à ampliação do setor”, avalia Cechin.

 

Expansão dos planos odontológicos
 

O segmento de planos exclusivamente odontológicos também apresentou crescimento. Em janeiro de 2025, o Brasil registrou 34,4 milhões de beneficiários nesses planos, um aumento de 6% em 12 meses, equivalente a 1,9 milhão de novos vínculos. Em São Paulo, o crescimento foi de 5,2%, com um acréscimo de 581 mil beneficiário, ou quase um terço do crescimento nacional.

 

Os planos coletivos empresariais foram os principais responsáveis por essa expansão, representando 88,5% dos planos odontológicos coletivos. Já os planos individuais ou familiares cresceram 9,8%, um ritmo mais acelerado em relação aos planos médico-hospitalares.

 

Para Cechin, esse crescimento reforça a conscientização sobre a importância da saúde bucal. “A ampliação do acesso a planos odontológicos reflete não apenas a demanda crescente da população, mas também o reconhecimento das empresas de que a saúde bucal impacta diretamente a produtividade e o bem-estar dos trabalhadores”, destaca Cechin.

 

Perspectivas para o setor
 

O cenário de expansão da saúde suplementar em São Paulo reflete uma tendência de valorização da saúde privada no Brasil. A continuidade do crescimento do setor depende da expansão do mercado de trabalho e da atividade econômica.

 

“A tendência é que o crescimento continue acompanhando o avanço do emprego formal e a atividade econômica. Se a geração de empregos se mantiver em alta, o número de beneficiários dos planos de saúde deve seguir essa curva ascendente nos próximos meses”, conclui Cechin.

 

A íntegra da NAB está disponível em https://www.iess.org.br/biblioteca/periodico/nab/103a-nab

 

Sobre o IESS

O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) é uma organização sem fins lucrativos que tem por objetivo promover e realizar estudos sobre saúde suplementar baseados em aspectos conceituais e técnicos que colaboram para a implementação de políticas e para a introdução de melhores práticas. O Instituto busca preparar o Brasil para enfrentar os desafios do financiamento à saúde, como também para aproveitar as imensas oportunidades e avanços no setor em benefício de todos que colaboram com a promoção da saúde e de todos os cidadãos. O IESS é uma referência nacional em estudos de saúde suplementar pela excelência técnica e independência, pela produção de estatísticas, propostas de políticas e a promoção de debates que levem à sustentabilidade da saúde suplementar.

 

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Fevereiro 2025
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Minas Gerais atingiu um marco histórico no setor de saúde suplementar em 2024. Segundo a 102ª edição da NAB (Nota de Acompanhamento de Beneficiários), produzida pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), o Estado registrou o recorde de 5,8 milhões de beneficiários de planos médico-hospitalares em dezembro de 2024, crescimento de 2,4% ante o ano anterior, consolidando-se como o segundo maior mercado da região Sudeste, atrás apenas de São Paulo.

Clique  e acesse a íntegra do relatório.

Os principais destaques da Análise Especial do relatório incluem:

  • Crescimento expressivo dos planos coletivos empresariais: aumento de 130,2 mil beneficiários, alta de 3,1%, no último ano.
  • Expansão do mercado de trabalho: segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, Minas Gerais registrou 139,5 mil novas vagas formais entre dezembro de 2023 e dezembro de 2024 (crescimento de 2,9%).
  • Taxa de cobertura acima da média nacional: 28,3% da população mineira possui plano médico-hospitalar, superando a média nacional de 24,6%.
  • Aumento do número de beneficiários em todas as faixas etárias, com destaque para a população de 59 anos ou mais, que teve o maior crescimento percentual (alta de 3,4%).

 

O superintendente executivo do IESS, José Cechin, destaca a correlação entre o crescimento do mercado de trabalho e a expansão de beneficiários no Estado.

 

“O crescimento do número de beneficiários em Minas Gerais reflete a atividade econômica no Estado, a qualidade dos empregos gerados (considerando o benefício dos planos de saúde para os empregados) e a valorização da saúde pelos mineiros”, analisa. “O aumento do emprego formal impulsiona diretamente a contratação de planos coletivos empresariais, garantindo acesso a assistência médica de qualidade para um número crescente de trabalhadores e suas famílias.”

 

Sobre o IESS

O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) é uma organização sem fins lucrativos que tem por objetivo promover e realizar estudos sobre saúde suplementar baseados em aspectos conceituais e técnicos que colaboram para a implementação de políticas e para a introdução de melhores práticas. O Instituto busca preparar o Brasil para enfrentar os desafios do financiamento à saúde, como também para aproveitar as imensas oportunidades e avanços no setor em benefício de todos que colaboram com a promoção da saúde e de todos os cidadãos. O IESS é uma referência nacional em estudos de saúde suplementar pela excelência técnica e independência, pela produção de estatísticas, propostas de políticas e a promoção de debates que levem à sustentabilidade da saúde suplementar.

 

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NAB
Fevereiro 2025
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A Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB) – Edição 102, referente aos dados consolidados de 2024, produzida pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), aponta um crescimento significativo no número de beneficiários de planos médico-hospitalares, que atingiu 52,2 milhões de vínculos, refletindo um aumento de 1,7% (862.771 vínculos a mais) no último ano. Esse resultado representa um recorde para o mercado brasileiro.

 

Clique aqui e acesse a íntegra do relatório.

 

O levantamento evidencia que o aumento do emprego formal impulsiona diretamente a adesão aos planos coletivos empresariais, que representam 72% do total de vínculos médico-hospitalares. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, 2024 teve saldo positivo de 1,7 milhão empregos formais, impulsionando o aumento de 1,2 milhão de beneficiários em planos empresariais.

 

“Esse crescimento é um importante indicativo do mercado de trabalho e da valorização do plano de saúde como benefício oferecido aos trabalhadores. A manutenção do crescimento do mercado de saúde suplementar depende diretamente da continuidade da geração de empregos formais e da expansão econômica do País ao longo do ano”, afirma José Cechin, superintendente executivo do IESS.

 

Principais destaques da NAB:

 

  • Recorde no número de beneficiários de planos médico-hospitalares no Brasil.
  • Total de beneficiários: 52,2 milhões em dezembro/24 (+1,7% em 12 meses);
  • Planos coletivos empresariais: 37,6 milhões de vínculos (+3,4% no ano);
  • Taxa de cobertura nacional: 24,6% da população;
  • Evolução do mercado de trabalho: saldo de 1,7 milhão de novos empregos formais (+3,7%), impactando diretamente o setor de planos de saúde;

 

Crescimento regional dos planos médico-hospitalares

 

O relatório apresenta variações regionais no número de beneficiários, destacando as áreas com crescimento mais expressivo:

  • Sudeste: +352.787 beneficiários.
  • Sul: +134.816 beneficiários.
  • Centro-Oeste: +137.660 beneficiários.
  • Nordeste: +129.817 beneficiários.
  • Norte: +112.270 beneficiários.

 

Planos exclusivamente odontológicos crescem 6,4% e alcançam 34,5 milhões de beneficiários

 

Além do avanço nos planos médico-hospitalares, a NAB 102 revela que os planos exclusivamente odontológicos tiveram um crescimento expressivo no último ano. O número de beneficiários saltou para 34,5 milhões em dezembro de 2024, um avanço de 6,4% (2,06 milhões de vínculos a mais) em 12 meses.
 

Destaques do setor odontológico:

  • Total de beneficiários: 34,5 milhões (+6,4% em um ano)
  • Planos coletivos empresariais: 24,6 milhões de vínculos (88,6% dos coletivos)
  • Taxa de cobertura nacional: 16,2% da população

 

Crescimento regional dos planos odontológicos

 

Os Estados que registraram maior crescimento no número absoluto de beneficiários em um ano foram:

  • São Paulo: +625.457 beneficiários (+5,6%)
  • Minas Gerais: +224.828 beneficiários (+8%)
  • Paraná: +221.293 beneficiários (+12,9%)
  • Rio de Janeiro: +201.047 beneficiários (+5,5%)
  • Rio Grande do Sul: +77.871 beneficiários (+7,6%)

“Os planos exclusivamente odontológicos vêm crescendo de forma contínua, refletindo a conscientização da população sobre a importância da saúde bucal e a ampliação da oferta de planos acessíveis”, destaca Cechin. 

Fevereiro 2025
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As mudanças climáticas já afetam a saúde da população e desafiam a estrutura do setor de saúde suplementar no Brasil. Essa é a principal conclusão do estudo “Mudanças Climáticas e Efeitos na Saúde: Desafios e oportunidades para a saúde suplementar no Brasil”, produzido pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). O trabalho analisa os impactos climáticos na saúde e apresenta soluções para que operadoras de planos de saúde se adaptem a esse novo cenário.

 

Entre os principais desafios identificados pelo fenômeno climático, destaca-se o aumento da incidência de doenças cardiovasculares, respiratórias e infecciosas devido a extremos de temperatura e poluição, além do impacto indireto no crescimento da obesidade e na sobrecarga dos serviços de saúde.

 

Para mitigar esses efeitos e garantir um atendimento eficiente e sustentável, o estudo propõe ações estratégicas para operadoras de planos de saúde, incluindo:

 

  • Telemedicina e telessaúde, ampliando o acesso e reduzindo deslocamentos desnecessários;
  • Monitoramento climático e sistemas de alerta para antecipar impactos e preparar a rede assistencial;
  • Eficiência energética e uso de energias renováveis em hospitais e outras estruturas de atendimento na saúde;
  • Adoção de práticas ESG (Ambiental, Social e Governança) para reduzir a pegada de carbono do setor;
  • Fortalecimento da vigilância epidemiológica para doenças ligadas ao clima, como dengue e infecções respiratórias.

 

O relatório também ressalta a necessidade de parcerias entre operadoras, prestadores, órgãos reguladores e o Sistema Único de Saúde (SUS) para criar políticas de adaptação e mitigação eficazes.

Clique aqui e baixe o estudo completo.

Janeiro 2025
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Estão abertas as inscrições para o Workshop Atenção Primária à Saúde (APS) na Saúde Suplementar, uma parceria entre o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) e o Centro de Estudos em Planejamento e Gestão de Saúde da FGV-EAESP. O evento será realizado no dia 8 de março de 2025, das 8h às 17h30, com opções de participação presencial na FGV em São Paulo ou virtualmente.

A capacidade para participação presencial é limitada. As inscrições podem ser feitas até 6 de março pelo site oficial do evento. Clique Aqui. Os valores de inscrição do primeiro lote, que vai até 13 de fevereiro, são de R$ 550 (participação online) e R$ 600 (participação presencial).

O workshop é voltado para gestores e técnicos, incluindo profissionais com formação e experiência em saúde suplementar e APS. No encontro, serão debatidos os desafios e as oportunidades da APS no contexto da saúde suplementar, especialmente em um cenário no qual a coordenação de cuidados ainda enfrenta desafios técnicos e de gestão.

"A APS deve ser o alicerce de um sistema de saúde centrado na pessoa, com alta resolutividade e uso adequado dos recursos", afirma Vilma Dias, consultora de Gestão em Saúde e APS e coordenadora do curso, uma das maiores especialistas do País nesse tema.

“A saúde suplementar tem caminhado para ser um sistema de gestão de saúde e de cuidado das pessoas, não mais somente um meio para acessar profissionais e estruturas como consultórios e hospitais”, afirma José Cechin, superintendente executivo do IESS. “Estamos falando de cuidar da saúde da pessoa e não apenas tratar a doença dessa pessoa e, nessa lógica, a APS é essencial para o cuidado coordenado”, complementa.

 

Perguntas-chave abordadas no evento incluem:

  • Como a APS se insere no contexto da saúde suplementar?

Apesar de muitas operadoras afirmarem realizar a coordenação de cuidados, a APS ainda enfrenta dificuldades relacionadas a certo ceticismo e à entrega de resultados consistentes. No entanto, sua implementação é essencial para resolver até 95% das demandas de saúde e garantir encaminhamentos mais assertivos. Os resultados vêm com o tempo.

 

  • Quais as motivações e como as operadoras devem se organizar para adoção da APS?

As motivações incluem principalmente a busca de maior qualidade da saúde das pessoas, obtendo-se como consequência melhores resultados financeiros, novos produtos e maior alcance. As operadoras podem optar por serviços próprios ou contratar empresas especializadas, alinhando-se aos requisitos da ANS. A tecnologia tem um papel importante para maximizar os resultados.

 

  • Quem são os beneficiários elegíveis para a APS?

A seleção pode variar conforme a estratégia de cada operadora, mas requer busca ativa e aceitação formal dos beneficiários, além de atender critérios específicos para certificação pela ANS.

 

  • Como atingir resultados mensuráveis com as ações de APS?

A partir do uso de indicadores monitorados ao longo do processo de gestão e avaliar como melhorar o valor percebido do serviço.

 

Serviço

Workshop Atenção Primária à Saúde (APS) na Saúde Suplementar

8 de março de 2025 (sábado) das 8h às 17h30

Local: FGV - EAESP - Centro de Estudos em Planejamento e Gestão de Saúde

Rua Itapeva, 432 Bela Vista – São Paulo – SP e Online

 

Inscrições

https://www.sympla.com.br/evento/atencao-primaria-a-saude-aps-na-saude-suplementar/2795408

 

Valores do primeiro lote (até 13/02/2025): 

R$ 550 (participação online) 

R$ 600 (participação presencial)

 

Sobre o IESS

O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) é uma organização sem fins lucrativos que tem por objetivo promover e realizar estudos sobre saúde suplementar baseados em aspectos conceituais e técnicos que colaboram para a implementação de políticas e para a introdução de melhores práticas. O Instituto busca preparar o Brasil para enfrentar os desafios do financiamento à saúde, como também para aproveitar as imensas oportunidades e avanços no setor em benefício de todos que colaboram com a promoção da saúde e de todos os cidadãos. O IESS é uma referência nacional em estudos de saúde suplementar pela excelência técnica e independência, pela produção de estatísticas, propostas de políticas e a promoção de debates que levem à sustentabilidade da saúde suplementar.

 

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Janeiro 2025
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A Análise Especial do Relatório de Emprego na Cadeia Produtiva da Saúde (RECS) produzida pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) indica um aumento global de oportunidades de postos de trabalho na cadeia produtiva da saúde até o terceiro trimestre de 2024, especialmente nas categorias de operadoras e prestadores (segmento da saúde suplementar).

 

Em relação ao trimestre anterior, o saldo total de empregos gerados foi positivo em 76,2 mil ocupações, crescimento de 1,5%, representando 5,15 milhões de empregos. Na Economia como um todo e excluindo a cadeia de valor da saúde, o crescimento de ocupações foi de 1,3%, levemente abaixo do comportamento da área da saúde. Por outro lado, foi registrada desaceleração no aumento dos rendimentos médios reais, apesar do crescimento no número de empregos.

 

A maior participação feminina das ocupações na cadeia de valor da saúde suplementar foi evidente, com as mulheres liderando os saldos positivos em regiões como Sudeste (+3.936 postos) e Nordeste (+2.022). Nesse mesmo segmento da saúde, o ensino médio completo confirmou sua relevância, destacando-se como o nível de maior demanda, enquanto as qualificações mais altas enfrentaram desafios para acompanhar o ritmo de crescimento.

 

Há variações significativas entre regiões, gêneros e níveis de escolaridade para o atendimento da saúde privada no País. Segundo o IESS, os dados refletem a importância de adaptar a qualificação da força de trabalho às necessidades regionais e setoriais para maximizar o potencial de recuperação econômica no setor.

 

Alguns destaques da publicação para o segmento de saúde suplementar:

 

Desempenho por Gênero

 

  • O crescimento dos rendimentos médios reais desacelerou tanto para homens quanto para mulheres, embora as mulheres tenham apresentado uma menor perda percentual no comparativo recente (do segundo para o terceiro trimestre de 2024);

 

  • Ao longo de 12 meses, as mulheres registraram uma queda percentual maior do que os homens; e

 

  • Em termos de movimentação, as mulheres se destacaram nas áreas de operadoras e prestadoras de serviços, especialmente nas regiões Sudeste e Nordeste, consolidando sua presença em setores de alta demanda.

 

Escolaridade em Foco

 

  • Entre os níveis de escolaridade, o ensino médio completo mostrou o maior dinamismo, refletindo a forte demanda por profissionais com essa qualificação;

 

  • Já os níveis mais altos, como superior completo e pós-graduação, registraram crescimento moderado ou até mesmo perdas em algumas categorias; e

 

  • Os níveis mais baixos, como fundamental incompleto, enfrentaram quedas em diferentes regiões.

 

Análise Regional

 

  • Centro-Oeste: Estabilidade com crescimento moderado para profissionais com ensino médio e superior completo;

 

  • Nordeste: Forte crescimento em operadoras, principalmente para mulheres e trabalhadores com ensino médio completo;

 

  • Sudeste: Concentração de oportunidades em operadoras e prestadores, com destaque para mulheres e profissionais com médio completo; e

 

  • Norte e Sul: Crescimento mais modesto, com perdas em categorias associadas a níveis de escolaridade mais baixos.

 

Acesse a íntegra da Análise Especial da RECS.

 

Sobre o IESS

O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) é uma organização sem fins lucrativos que tem por objetivo promover e realizar estudos sobre saúde suplementar baseados em aspectos conceituais e técnicos que colaboram para a implementação de políticas e para a introdução de melhores práticas. O Instituto busca preparar o Brasil para enfrentar os desafios do financiamento à saúde, como também para aproveitar as imensas oportunidades e avanços no setor em benefício de todos que colaboram com a promoção da saúde e de todos os cidadãos. O IESS é uma referência nacional em estudos de saúde suplementar pela excelência técnica e independência, pela produção de estatísticas, propostas de políticas e a promoção de debates que levem à sustentabilidade da saúde suplementar.

 

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Janeiro 2025
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Apesar de a prevalência ser maior na população de 60 anos ou mais, Instituto constata aumento dos casos entre mais jovens. Hábitos de vida e alimentares, além de exames preventivos, diminuem significativamente o risco da doença

 

Os casos de câncer colorretal, o terceiro mais letal dessa doença, apresentam crescimento de 80,3% no Brasil no período de 2015 a 2023, conforme uma análise realizada pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) com base nos dados de diagnóstico e atendimentos realizados pelos planos de saúde. Cerca de 25% da população brasileira, ou 51,5 milhões de pessoas, contavam com plano de saúde em novembro de 2024. Ao identificar o aumento da incidência da doença na base de beneficiários, o trabalho do IESS lança um alerta sobre a necessidade de campanhas de conscientização e programas de rastreamento para reduzir a incidência e mortalidade por câncer colorretal entre os brasileiros.

 

O estudo, intitulado “Câncer Colorretal Na Saúde Suplementar, Tendências E Desafios”, apresenta dados importantes:

 

  • Em 2015, foram registrados 1.954 casos da doença entre beneficiários de planos de saúde;
  • Em 2023, foram 4.465 casos, uma alta de 80,3%;
  • Considerando a incidência a cada 100 mil beneficiários, o número saltou de 5, em 2015, para 8,8, em 2023;
  • A maior prevalência da doença está entre pessoas de 60 anos ou mais, mas o estudo identifica o crescimento significativo entre os mais jovens, nos grupos de 20 a 39 anos e de 40 a 59 anos;
  • Em números absolutos, há maior incidência da doença sobre as mulheres; quando analisados os casos a cada 100 mil beneficiários, há maior prevalência entre os homens.

 

O câncer colorretal é amplamente prevenível por meio de medidas relacionadas ao estilo de vida e à realização de exames regulares. A origem é multifatorial, envolvendo uma combinação de fatores genéticos, ambientais e comportamentais.

 

A adoção de uma dieta equilibrada rica em fibras e pobre em gorduras saturadas é fundamental na prevenção desse tipo de câncer. O consumo abundante de frutas, legumes, verduras e grãos integrais auxilia na manutenção da saúde intestinal. Além disso, a redução do consumo de alimentos ultraprocessados e carnes vermelhas processadas pode diminuir significativamente o risco de desenvolvimento de pólipos que podem evoluir para câncer. A prática regular de atividade física também desempenha um papel crucial na prevenção do câncer colorretal.

 

O crescimento da incidência de câncer colorretal no Brasil segue uma tendência mundial. Segundo dados da Rede Global do Fundo Mundial de Pesquisa contra o Câncer (WCRF, sigla em inglês), o mundo registrou, em 2022, 1,92 milhão de casos, sendo que o Brasil ocupou a sétima posição global, com 60,11 mil novos casos naquele ano. A taxa padronizada por idade (ASR, sigla em inglês) ficou em 19,8 por 100 mil habitantes no Brasil, e, globalmente, a taxa ASR foi de 18,4.

 

O estudo do IESS aponta que “as projeções para os próximos anos indicam que o câncer colorretal continuará sendo uma preocupação significativa de saúde pública”. A Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (IARC) estima que, até 2040, o número de novos casos anuais de câncer colorretal alcance cerca de 3,2 milhões globalmente, um crescimento acima de 50% em relação aos padrões atuais.

 

O tratamento varia conforme as características e dependendo do estágio da doença no momento do diagnóstico. As opções incluem cirurgia para remoção do tumor, quimioterapia, radioterapia e, em alguns casos, terapias direcionadas ou imunoterapia. Os avanços na medicina têm proporcionado tratamentos mais eficazes e menos invasivos, melhorando a qualidade de vida e a sobrevida dos pacientes. A detecção precoce continua sendo o fator mais importante para o sucesso do tratamento do câncer colorretal. Quando diagnosticado nos estágios iniciais, as taxas de cura são significativamente mais altas, o que reforça, segundo o estudo do IESS, a conscientização sobre os sintomas, fatores de risco e a importância dos exames preventivos, como colonoscopia e detecção de sangue oculto nas fezes.

 

Clique aqui e acesse a íntegra do estudo.

 

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O Paraná registrou, em novembro de 2024, um total de 1,9 milhão de beneficiários de planos exclusivamente odontológicos, o maior já verificado pela série histórica iniciada em 2000. Em relação a novembro de 2023, o crescimento é de 12,8%, com acréscimo de 218,1 mil beneficiários no período. Os dados constam da Análise Especial da Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB), produzida pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS).

 

José Cechin, superintendente executivo do IESS, analisa que o crescimento do número de beneficiários de planos odontológicos resulta de dois fatores: expansão do nível de emprego no Estado e a valorização do benefício odontológico aos trabalhadores.

 

“Se notarmos o crescimento verificado no período, dos 218,1 mil novos beneficiários, 183,1 mil estão vinculados a planos coletivos empresariais, aqueles concedidos pelas empresas a seus colaboradores. Esse segmento de contratos teve alta de 15,1% na comparação anual, acima, portanto, da média do mercado, que foi de 12,8%”, afirma.

 

No período analisado, dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged-MT) indicam aquecimento do mercado de trabalho paranaense. Os empregos formais no Paraná aumentaram entre novembro de 2023 e novembro de 2024: passaram de 3,1 milhões para 3,2 milhões, o que representa uma alta de 131,8 mil vagas, ou 4,2%. “Com a tendência positiva dos últimos meses e a projeção de mais crescimento no emprego formal, espera-se que o Estado continue a liderar a região Sul, consolidando-se como referência no setor de planos odontológicos”, indica o estudo do IESS.

 

Clique aqui e acesse a íntegra da Análise Especial da NAB 101.

 

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